The only real voyage of discovery consists not in seeking new landscapes, but in having new eyes. Marcel Proust


terça-feira, 9 de julho de 2013

O Tigre de Blake

O TIGRE

William Blake





Tigre! Tigre! clarão feroz

Nas florestas da noite atroz,

Que mão, que olho imortal teria

Forjado a tua simetria?


Em que funduras, em que céus

O fogo ardeu dos olhos teus?

Com que asa ousou ele aspirar?

Que mão ousou o fogo atear?


Que ombro, que arte deu tal torção

Às fibras do teu coração?

E, o teu coração já batendo,

Que horrenda mão? Que pé horrendo?


E qual martelo? E qual corrente?

Em que forja esteve tua mente?

Qual bigorna? Que ousado ater

Seus terrores ousou conter?


Quando os astros se desarmaram

E o céu de lágrimas rasgaram,

Riu-se ao ver sua obra talvez?

Fez o Cordeiro quem te fez?


Tigre! Tigre! clarão feroz

Nas florestas da noite atroz,

Que mão, que olho imortal teria

Forjado a tua simetria?

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