The only real voyage of discovery consists not in seeking new landscapes, but in having new eyes. Marcel Proust


quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Russos por todos os lados

Resultado de imagem para autores russos pilhaO fenômeno do ressurgimento da literatura russa no brasileiro foi formado e alimentado por vídeos de resenhas. As editoras perceberam o movimento lançaram novas edições mais atraentes.

Desta forma tem sido moda ler autores russos. Eu que pouco li além Ana Karenina. Alguns contos de Tolstoi. Contos russos. Comecei no ano passado a ler Dosto. Já li alguns títulos do autor. O Jogador, Memórias do Subsolo, Notes Brancas. Ou melhor ouvi. Graças aos audiolivros.

Li pouco russos, mas no próximo ano desconto essa falta.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Brasileiros não gostam de regras

Resultado de imagem para bagagem de mão embarque

Nas últimas viagens aéreas vi um fenômeno que já havia alertado: o excesso de bagagem de mão devido a cobrança de tarifa para malas maiores. O que se vê é que as companhias acabaram se obrigando a despachar as bagagens em excesso gratuitamente. Deu na mesma. Ou seja o brasileiro sempre arranja um jeitinho de contornar as regras e obrigar que se submetam  a sua vontade e não ao contrário. Todavia, tolos, não perceberam que estão pagando o mesmo que antes. A promessa de passagens mais baratas sem as taxas de embarque não existe. E em alguns casos as passagens até aumentaram.  

Brasileiros tem dificuldade de cumprir regras, mas não estamos sós nesse mundo, os italianos também nos fazem companhia e tantos outros.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Livro: Um Amor Feliz-Wislawa Szymborska


Namorei um livro dela por meses, mas não era esse. Ai esse entrou numa promo e comprei-o. Só vou ler mesmo, aos poucos, entre o fim de ano e o próximo ano. Mas tem me dado vontade de ler poesia. A poesia me acalma, entre tantos sobressaltos, mas também me instiga a pensar e a criar.

Livro/Audio:Crime e Castigo

O crime ocorre no capítulo sete da primeira parte, mas o castigo recaí sobre o leitor que precisa ler uma longa descrição psicológica.

A perversão mental de Raskolnikov agravada por todas as mazelas da sociedade russa. A pobreza, as mulheres se prostituindo para sustentar a família, cujos homens são beberrões e sem animo para o trabalho. 

A sociedade russa é movida por vodca, o grande irmã dos pobres e dos ricos. E da embriaguez veem os maus tratos, comuns da cultura, como próprio autor diz em artigos que escreveu para revistas, "a  já conhecida pancadaria russa." Pútin até sancionou uma lei que permite que os maridos batam nas esposas e filhos uma vez por ano, mas sem dolo, senão vão para a cadeia. Para se aliviar. Porque não batem num poste?

O protagonista mata a senhoria do seu prédio tida como agiota e detestada por todos, achando que fez um favor a si mesmo e a sociedade, a quem ela explora. Mas ele também quer dar uma vida melhor a sua família, por isso rouba a mulher que matau e sua irmã que chega na hora errada. Todavia, depois de ter cometido o crime ele vem a saber que a irmã arranjou um pretendente rico e por conseguinte a vida de todos se revela salva. Mas Ródia fica possesso ao saber disso pois ele considera que era ele quem deveria se sacrificar pela mãe e pela irmã e não a irmã. Ele não imagina a possibilidade de a irmã ter algum afeto pelo homem que irá se casar. 

Raskolnikov tem mudanças de humor que oscilam o tempo todo. Ora tem remorso do que fez, ora se vangloria. Parece o Médico e Monstro, ou alguém de dupla personalidade. Põe medo em todos a sua volta que tentem se aproximar dele, inclusive a mãe e a irmão. É alucinadamente chato. um chato de galochas. Se fosse meu personagem já o tinha matado. Mas Dosto não considera a morte ou a prisão um castigo eficaz, embora para ele parece que ter sido condenado a morte e depois à prisão tenha sido transformador, mas para os ignorantes, segundo sua tese, eles apenas aguentam o castigo e não mudam. Os intelectuais por certo sofrem com a consciência do crime, mas indivíduos pouco cultos ou analfabetos, talvez apenas absorvam o sofrimento ou o esqueçam. 

Este é um romance psicológico e Dosto é seu maior representante desse gênero. Influenciou a literatura universal com suas técnicas de narrativa.  Portanto o castigo nessa história será psicologo em grande parte.

O personagem Ródia testa todos a sua volta de forma ardilosa para saber até onde eles sabem quem matou a mulher e se sabem ou desconfiam dele. Passar-se por louco, doente, etc, é parte da sua estratégia para afastar as suspeitas sobre si mesmo. O crime ao mesmo tempo o atormenta e o fascina.  Ele tem até uma teoria sobre "o crime". Nessa teoria algumas pessoas teriam o direito de fazer o que quisessem sem sofrem nenhuma punição porque estão acima da lei. Ou protegidas por circunstancias da sua origem elevada. 

Dosto explora a consciência do protagonista tentando mostrar que quem comete um crime sofre, tem apagamentos e esquece o que fez, ou se sente culpado, ou não sente nada. A solidão do crime é opressora pois o protagonista não tem com quem falar sobre o que fez. Até ele conhecer uma moça que se prostitui para ajudar a família.

Mas algo novo acontece. A senhora que havia acusado Duna, a irmã de Ródia, lhe deixa uma herança. Três mil rublos. O noivado é desfeito. Tudo se resolve. Não serão mais miseráveis. Novamente Ródia se afasta. Não suporta a alegria dos outros. Ródia procura Sônia, a filha de Katerina Ivanovna para desabafar, mas acaba por julga-la por ela se prostituir para manter os quatro irmãos e a madrasta tísica. Depois ele confessa a ela.

Confessar o crime, ser preso não diminui o sofrimento de Ródia. Sua consciência não o deixa em paz. A prisão não é o castigo mais eficiente para ele. Sônia se muda para a Sibéria para ficar próxima de Ródia. Ele ficará por lá por quatro anos. 

Os nomes russos são complicados mas pode-se identificar quando é feminino ou masculino pelo sobrenome. em geral um sobrenome masculino termina com consoante  muda Pavlov, e o feminino com uma vogal "a", Pavlova. 

Há ainda os apelidos e os diminutivos. Dmitri vira Mitya, Mitrei; Alexander-Alexey-Aliocha-Sasha (fem.); Pavel-Pacha; Maria-Macha; Pietr-Pétia; Liúbov-Liúba; Nastácia-Nastienka; Ivan-Vánia; Tatiana-Tánia; Vladmír-Vóva-Vovotchka; Sofia-Sônia.

A tradução, apesar de ser direto do russo, não precisava manter o vocabulário da época. Termos antiquados poderiam ter sido atualizados. 






segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Estratégias de leitura


Uma estratégia que uso com livros impressos é dividir uma quantia de páginas para ler a cada dia. 
Decido se vou ler todos os dias ou menos dias. Em geral leio 30 páginas por dia. Não é muito, mas não é cansativo já que leio outros livros no E-Reader.

Outra estratégia para livros volumosos é comprar um livro bem velhinho e barato no sebo.
Ai eu retiro as páginas ou capítulos que vou ler no dia e levo-os comigo para ler no ônibus ou numa viagem por exemplo. Esse livro pode ser descartado depois, ou recuperado e doado a alguém ou à bibliotecas. Aqui em casa, como temos fogão à lenha, ajuda para iniciar o fogo.


Esse do Tolstoi é um que vai ser desmanchado até porque a letra é muito miúda. Não vai ter como salvá-lo, mas custou bem barato no sebo. Acho que uns 5,00.

Algumas leituras para 2018

Fui no casamento de Suzana Alves

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O casamento da  Suzane Alves que ficou conhecida como a Tiazinha foi realizado no Zendo Brasil pela Monja Coen. Na época estava em curso o Rohatsu Sesshin e ele foi interrompido brevemente para que a Cerimonia de Suzane e Flávio Saretta,ex-tenista, fosse realizada. Acho que foi em 2010.
Na época eu não prestei atenção. Não queria perder o foco no retiro, apesar de algumas pessoas- homens, ficarem ouriçados com a presença dela. Acho que só vi de relance. Tanto que não lembrava mais. Só relembrei agora porque, Suzane voltou a aparecer num reality.

Depois, imagino que eles se casaram em outras cerimonias também.