The only real voyage of discovery consists not in seeking new landscapes, but in having new eyes. Marcel Proust


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Livros sobre: A grande seca de 1915

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Recentemente li esses dois livros que tratam da seca no nordeste. Vários períodos de seca aconteceram, mas a de 1915 foi a mais devastadora. Durou cinco anos. Matou muita gente de fome e fez com que um grande parte da população migrasse para outros estados. Em princípio para o Amazonas e depois para São Paulo e RJ.

O livro da Raquel de Queiroz descreve todos os lados da moeda. Os miseráveis retirantes, seu sofrimento, suas perdas. E o lado dos que podiam ir embora porque tinham recursos para viver na capital, aqui a história se para no Ceará. Há também os que ajudam os retirantes e há os que lhes negam um pouco de água e comida. É um texto simples, com capítulos curtos, mas muito direto.

A Bagaceira começa com retirantes pedindo ajuda e sendo escorraçados pelo senhor do engenho, mas depois ele muda de ideia e resolve acolhe-los. A situação ali é um pouco melhor e a história se passa já no fim de uma seca, portanto a seca é mais um pano de fundo. Mas acaba na seca 1915, Novamente com a chegada de retirantes da grande seca. A narrativa é circular no que diz respeito a uma personagem. A história mesmo é sobre  disputa de alguns homens por uma moça.

O grande problema da Bagaceira é que ele muitas das vezes é de difícil leitura já que o autor usa termos da linguagem regionalista. Mesmo fornecendo um glossário, nem todas as palavras se encontram nele. Isso torna a leitura muito lenta.

A chegada da chuva em ambos livros é retratada como um milagre da natureza.

Não sei se Vidas Secas é desse período de seca. Mas com certeza há outros livros que focam na grande seca.

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Lula: Prêmio Nobel da Paz


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Ao meu ver Lula já deveria ter ganho o Nobel da Paz pelo programa Fome Zero enquanto era presidente. Agora que está preso a pressão de forças contrárias podem não lhe dar o prêmio. E mesmo sendo indicado, ainda que ganhe, a pseudo justiça que vigora no Brasil, confiscaria o valor pago, como acontece em governos autoritários e ditaduras. 


Todavia há outros prêmios da paz. O Prêmio Lenin  da Paz que já foi Prêmio Stalin da Paz. Mas por que não ganhou ainda? Talvez porque seja um prêmio para quem faz/fez parte do partido comunista.

O prêmio Lenin já foi ganho por três brasileiros:

Jorge Amado
Elisa Blanco
Oscar Niemeyer

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Hokusai Gravuras

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Quando vi no que Desafio Livrada desse ano que uma das categorias seria um livro de arte ou sobre arte, comecei a procurar por algum. Logo vi um livro em francês (ebook) sobre Horusai. Eu só conhecia a gravura mais famosa dele que se chama A Grande Onda, e sempre quis ter uma cópia dela, mas não sabia como fazer eu mesma, então procurei no site da Aliexpress. 

Tenho uma tela em branco que fica na parede esperando inspiração. De vez em quando penduro alguma coisa lá. Já teve uma gravura do Boddhidarma. Agora tem a Merilyn do Andy Warhol. Em breve será A Grande Onda do Hokusai. A técnica do Hokusai era a serigrafia.

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Livros que são difíceis de ler no original

Grande sertão: VeredasResultado de imagem para grande sertao veredas italiano

Não consegue ler Grande Sertão Veredas no original? A linguagem caipira e o vocabulário do sertão realmente são de difícil conexão, Nesse caso eu encontrei duas soluções. Primeira foi ler em outro idioma, pois ai esse vocabulário caipira some automaticamente. Não tem como traduzi-lo. O tradutor precisa encontrar palavras simples para substituir. Ele sabe o que as palavras significam, mas como não há correspondente no idioma ele vai substituir por sinônimos semelhantes. Outra solução é ler em voz alta, imitando o sotaque caipira. Funciona. Eu li a tradução em italiano, mas deve ter em outros idiomas.


Os sertõesRebellion in the Backlands (English Edition) por [da Cunha, Euclides]

Agora deparei-me com o mesmo problema ao tentar ler Os Sertões, então lembrei da experiencia anterior e pensei: Deve ter tradução desse livro. Procurei no google até descobrir o nome do título em inglês: Rebellion in the Backlands, tradução de Samuel Putnam. Achei baratinho na Estante Virtual.
A dificuldade em Os Sertões é a linguagem muito rebuscada e técnica. Euclides da Cunha era engenheiro e militar. Não pesquisei para saber se tem em italiana, mas deve ter em outros idiomas. Vou ler em português também.




quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Ficção cientifica: A arte de amontoar páginas inúteis

Cama de gatoLivro - A Mão Esquerda da EscuridãoPor que os livros de ficção cientifica tem tanta falação. É uma verborragia descritiva infinita. Paginas e paginas para te distrair do nada ou seja de um detalhe que sozinho não escreveria um livro. Fico pensando se vale a pena ler esses livros. Se eles funcionam mais como distração ou perda de tempo. 

Já havia percebido isso em Fundação e depois de ler A mão esquerda da escuridão, Ursula Le Guin, A Cama de Gato, Kurt Vonnegut, Não me abandones jamais, Kazuo Ishiguro.

A unica vantagem é que esses livros são fáceis de ler. Mas para saber um detalhe ou um desfecho vc precisa atravessar páginas e páginas inúteis, ou quase. No caso da Mão esquerda, são páginas e paginas de frio, gelo, neve, nevasca, tudo que tiver a ver com frio extremo. 

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Livro:O cortiço

Resultado de imagem para o cortiço todaviaEu tinha um pé atrás com O Cortiço, mas convenhamos, nos anos 80 eu não tinha a estrutura de pensamento que tenho agora. Minha adolescência não estava favorecida pelo liberdade, feminismo, e pela quantidade de informação que temos hoje.  É óbvio que aquele mundo do Cortiço facilmente me causaria aversão. Mas o tempo passou e eu cresci, embora com uma imagem errada do livro, pudo me redimir em tempo.

Ler O Cortiço agora foi melhor do que seria antes. Porque agora eu posso entender a teia social que o livro retrata. Não que as ações não me chamem atenção. Mais pela ousadia do autor de tocar em temas que até hoje causariam surpresa, como: o prazer entre duas mulheres, o inicio da menstruação em uma jovem, o entregar-se a prostituição como oficio ou por não ter opção, já que a mulher dependia dos homens para sobreviver e uma vez que se desgarrasse deles, sem ter onde ir, sem proteção de algum parente, ficaria a mercê da rua.

A mulher nessa história é tratada como bicho. Os termos usados são do vocabulário animalesco. Mesmo as mulheres mais abastadas não escapam do tratamento. Elas só existem para serem exploradas pelos homens, seja financeiramente como Bortoleza, ou sexualmente, como a maioria das personagens.

Há até um caso de pedofilia. Veja que o autor vai ao submundo dos submundos do ser humano. Coisa que Dostô, tido como o mestre do romance social e psicológico, não chega nem perto.

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Leituras 2019: Literatura Brasileira

Em 2019 pretendo ler mais literatura brasileira: clássicos e contemporâneos.
O projeto de ler Clarice Lispector em ordem cronológica continua.
Clarice vai dominar minhas leituras, mas entre um livro e outro dela vou intercalar outros autores e autoras.

Algumas opções:

Vermelho Amargo-Bartolomeu Queirós
As Meninas -Lygia F. Telles
Memórias de um sargento de milícias-Manuel A. de Almeida
O Fazedor de Velhos-Rodrigo Lacerda
Não há nada lá-Joca Reiners
O Brilho do bronze-Boris Fausto
Olhos D´Água-Conceição Evaristo
Ovelhas Negras-Caio F. Abreu
Os Sertões-Euclides da Cunha
Peru Versus Bolívia-Euclides da Cunha
Triste fim de Policarpo Quaresma-Lima Barreto
O Cortiço-Aluísio Azevedo
Corpo de Baile (trilogia)-Guimarães Rosa
A Bagaceira-José Américo de Almeida
Macunaíma-Mario de Andrade
A Mão e a luva-Machado de Assis

Acho que está de bom tamanho