Não tinha ideia do quanto o escritor Drummond de Andrade era envolvido com políticos e política. Funcionário público, e às vezes jornalista ou escrevendo artigos para jornais. Grande maioria dos escritores ou foi funcionário público, ou tinha uma cargo, à época chamava-se cabide, ou colaborava em jornais ou servia como embaixador. Eram os meios de sobrevivência dos escritores.
Nesse livro de memórias Carlos conta várias passagens das quais participou ou apenas fizeram-se históricas a sua época. Drummond às, vezes, fazia entrevistas para jornais e um dos personagens que ele entrevistou foi Prestes, ainda na prisão, que depois se candidatou a presidência do Brasil em eleições vencidas pelo General Dutra. A entrevista só foi publicada em 1980. Mesmo assim Prestes escreveu-lhe para reclamar que não havia dito o que o poeta escreveu.
As memórias relatam encontros desde 1944-1980.
É interessante ler em memórias trechos da história do país que não se lerá nos livros de história, pois os historiadores em geral não viveram na época que relatam nos livros.
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