The only real voyage of discovery consists not in seeking new landscapes, but in having new eyes. Marcel Proust


sábado, 4 de maio de 2013

Jornalismo Literário: A Mulher Calada-Sylvia Plath

A autora de A Mulher Calada-Sylvia Plath.Ted Hughes e os Limites da Biografia, Janet Malcom, defende o lado do marido de Sylvia Plath que depois de sua morte (suicídio) tentou de  todas a s formas blindar a morta. Enquanto a irmã de Ted, que só viu Sylvia sete vezes em vida, se encarregou de difamá-la.


A tese da autora de jornalismo literário, é de que o poeta estaria tentando esconder algo sobre si mesmo. A autora analisa cinco das principais biografias escritas sobre a poeta americana que se matou aos 30 anos.

A biografia mais polemica é a que insinua através da analise de algumas linhas de um poema de Plath que ela seria lésbica ou teria tido pensamentos a respeito. O Marido de Sylvia, Ted Hughes, que a deixou para ficar com outra mulher, desencadeando a suposta crise que a levou ao suicídio, tenta a todo custo defender a honra da poeta argumentando que esses ataques ferem a ética e prejudicariam a auto estima dos filhos que já passaram por um evento pesado na infância. O fato é que depois dessa biografia que aponta Sylvia como homossexual possou-se a considerá-la por tabela homossexual. Uma generalização burra e injusta, pois as pessoas passaram a pensar de acordo com tal afirmação, segundo a autora. Afirmação puramente de defesa , pois quem já leu a obra de Sylvia sabe que há muitas linhas mais claras que as metáforas.
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O que eu entendi é que a autora decidiu por conveniencia concordar com Ted e sua irmã, se fazendo de amiga para obter informações preciosas e não ser incomodada quando publicasse seu livro, já que todas  biografias de Sylvia Plath foram contestadas pelo ex-marido e por sua irmã que ao que tudo indica disputava atenção com irmão enquanto Sylvia o queria só para si. Mas a amizade com a irmã de Ted não durou muito e ela também teve problemas para escrever o que queria e como queria, pois as interferências dos irmãos Hughes eram imobilizadoras. A autora concluí que ninguém escreverá uma biografia confiável sobre Sylvia Plath enquanto houverem impedimentos vindos dos herdeiros vivos. E que os diários de Sylvia Plath são a melhor fonte para entender a autora.

Na verdade a crítica condena Ted Hughes por ter destruídos os diários da autora que relatam seus últimos anos até sua morte. Suspeita-se que ele não os tenha destruído. Há um lote de escritos que devem ser abertos este ano. Ele diz que fez isso para poupar os filhos, mas parece que não deu certo. A mulher que teria sido o pivô da separação entre Sylvia e Ted suicidou-se da mesma maneira que Sylvia e levou para  câmara de gás a única filha que teve com Ted. Sylvia e Ted tiveram dois filhos, um casal. O rapaz suicidou-se em 2009. Qual homem merecia tamanho castigo? Encarar quatro mortes na família não é pra qualquer um.

Sylvia apresentou problemas desde a adolescencia e passou por internações e clínicas tendo tentado se suicidar outras vezes. Cogita-se que ela não queria se matar (quando moreu), mas apenas chamar a atenção para que o marido voltasse para casa. Quem toma 50 comprimidos para dormir e põe a cabeça dentro do forno com gás ligado só para chamar a atenção?


Tem um filme sobre a vida dela: Sylvia e está Entrevista:


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