Ir ao teatro em N.Y pode parecer coisa de snob. E eu nem entendo tanto inglês para alcançar o evento, mas me preparo com antecedencia lendo o texto ou vendo filmes.
Fui ver Breakfest at Tiffany´s. Nesse caso apenas li o texto pressupondo que a peça seguiria o original com mais fidelidade que o filme que tomou certas liberdades ou pudores correspondentes a mente da época.
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No texto original Holly é uma atriz que migra da Califórnia para N.Y e vive de programas com homens mais velhos, que lhe dão presentes e pagam suas contas. Ela mora em um prédio e costuma ocupar a janela para pegar sol, secar os cabelos e tocar violão. E nessas aparições à janela que ela conhece seu vizinho, um jovem aspirante a escritor, recém chegado à Big Apple. O rapaz é gay, ambos se tornam amigos inseparáveis e ela de certa forma usa o rapaz para fazer tarefas como, recolher as cartas, cuidar do gato, abrir a porta quando ela chega no meio da noite,etc. Ele o faz de bom grado.
Tanto o filme como na peça, que vi no Teatro Cort em N.Y, preferiram optar por omitir a homossexualidade do jovem e fazê-lo se apaixonar por Holly e até ter uma noite na banheira com ela, nus no palco. Mas o rapaz é pobre e Holly não quer uma vida de miséria, portanto ela foge para o Brasil e se torna amante de uma diplomata brasileiro que a mantém em um ap. em Buenos Aires. Sim, temos um personagem brasileiro. Na peça representado por um português. Quem sabe o autor Truman Capote, que tb. era gay, não teve um caso com um brasileiro. Fica a dúvida. Pois dar tanto destaque a um personagem de um país que lá nos anos 50 nem existia no mapa mental de muita gente, é no mínimo intrigante. Pelo menos a atriz que interpreta Holly não atacou de Moon River ao violão.
Sempre compro ingresso mais em conta e depois que fecha o teatro é possível ocupar as cadeiras vázias, mas depois do intervalo é possível descer para outros niveis e ver o espetáculo bem de perto, se não tiver ninguém barando a entrada. Nesse caso no sengunda parte da peça fui para bem perto do palco.
Comprei o ingresso com antecedência para um domingo às 15:00, mas acabei ficando com gripe e com febre e tive que me aquentar para ir ver à peça. Primeiro 30min de atraso. Gente entrando depois da peça ter começado. Contando os atrasos, intervalo, a peça 2:30, ficamos lá dentro pelo menos quatro horas. Nunca vi uma peça com 2:30, é pra acabar com o cidadão. Vi algumas pessoas indo embora. Aqui no Brasil as peças não passam de 130 minutos, excessão aos musicais.Mas enfim, para quem gosta vale apena.
Os musicais que eu queria ver não estavam mais em cartaz.
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