Uma das questões que o autor propõe é: O que vc. faria se tivesse um tipo como Bartleby no seu trabalho, como seu colega de trabalho e pior se vc. fosse o chefe dele?
O que fazer? Como lidar com alguém que não quer fazer o seu trabalho? E além disso vive no escritório. Não sai para lugar alguém. Fez dele sua casa e vive praticamente sem dinheiro e comendo migalhas até preferir não comer mais.
Esperar que definhe até a morte? Questões morais, éticas e até religiosas vem a mente do seu chefe, pois ele é quem mais se perturba com o comportamento de Bartleby. A morte do já moribundo escrivão preocupa o chefe. O que dirão seus clientes se o virem naquele estado em seus escritório. Poderia ele comprometer seus negócios.
A solução encontrada pelo chefe se minha memória não me falha foi mudar-se e deixar Bartleby para trás. Se ele não vai embora nós iremos. O problema B. fica para o dono da sala. Cabe a ele remover B. Mas não sem antes recorrer ao antigo inquilino que diz não ter nada ver com B e sequer o conhecer. Eles conseguem tira-lo da sala mas ele se aloja na entrada do escritório. Seu chefe faz uma última tentativa oferecendo-lhe outras opções de emprego e no desespero até convida-o para ficar em sua casa, mas nada faz com que B. decida se mover dali. Por fim, só resta chamar a polícia que o prende e dali já não lhe resta mais nada. É o fim de B. Mas seu chefe não desiste dele. Ainda vai vê-lo. Paga o cozinheiro para alimentá-lo bem, mas B. não quer mais viver.
Há um termo associado a escritores que depois de produzirem uma grande obra, ou obterem sucesso, não conseguem mais escrever, a isso chamam de síndrome de Bartleby. Mas isso é muito recente e se deve a um livro de Enrique Vila-Matas, Bartleby & Cia que ainda não sei se prefiro não ler.
"Contrariamente a lo que se cree, no hablo exactamente en este libro de escritores que dejaron de escribir sino de personas que viven y luego dejan de hacerlo. De fondo, eso sí, el gran enigma de la escritura que parece estar diciéndonos que en la literatura una voz dice que la vida no tiene sentido, pero su timbre profundo es el eco de ese sentido. " Vila-Matas
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