Na minhas primeiras incursões na leitura eu tinha algumas poucas opções disponíveis: Ilíada, Divina Comédia, Lusíadas e algumas peças de Shakespeare.
Tentei ler a Ilíada. Não rolou, em parte por que aos oito anos eu não tinha registros suficientes na minha caixola de vivencias e de leituras. Aquela multidão de deuses era demais pra entender. Talvez se fosse a versão em verso eu até persistisse, pois eu já havia lido alguma cosia de poesia e não achava indigesta.
Então pula pra Os Lusíadas que é poesia mesmo. Ledo engano. Poesia épica, cheia de referências mitológicas e históricas. Também me faltou referência.
Divina Comédia? Piorou.
Todos ficaram guardados e no devido tempo, lidos.
Alguém já disse que o livro nunca é ruim o que sucede é que não estamos a sua altura.
Só me senti a altura das peças de Shakespeare e da poesia.
Lendo atualmente Odisseia me lembrei de tudo isso e como já quis ler Odisseia mas só encontrei a versão em prosa. Hoje optei por ler em inglês, porque é em verso e porque a tradução ao português não me agrada aos ouvidos nem ao bolso.
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