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| Portal de saída de Santarém |
empresta um gel e faz massagem na minha perna direita. Eles seguem e eu fico. Os cafés em Portugal são fraquentados por senhoras e senhores aposentados. Acho que sem eles muitos não sobreviveriam. Há uma mesa de senhoras e uma delas observa. "Eles vão e ela vai ficar sozinha."
Achei fofa a preocupação delas. Mas nós não estávamos juntos e nem tínhamos o compromisso de um esperar o outro. Eu, de fato, não conseguiria acompanhá-los. Sigo no meu ritmo lento. Descansando sempre que possível. Parece que as horas não passam e quando me dou conta vejo que o relógio tinha parado. Olho no smart, já eram 15:30. Estou chegando em Azinhaga- terra do José Saramago. Tem uma estátua-banco na beira da estrada. Dali são mais 10 Km por asfalto sem acostamento, torreando com carros na contra mão e com os imensos caminhões que precisam desviar de mim. Eu me arrastando. Já com bolhas no calcanhar.
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| Entrada da cidade parece que já chegou mas não se engane. |
Chego na cidade já escurecendo. novamente preciso contar com alguém que me ajude a achar o albergue de Golegã. Lá, já estavam Bruno e os ales, de banho tomado, como se tivessem dado um passeio de alguns minutos. Bruno tinha ido ao mercado e na farmácia. Estou com dores e mancando, mas ainda tenho que tomar banho e lavar roupa, depois cuidar das bolhas e dos pés. A ale quer sair para jantar e vamos num restaurante perto do albergue. Chama-se Adega. Tinha costeleta de porco, coelho e peixe com migas (purê de pão com pimentão). Cada um escolheu um prato. Eu e a ale fomos de vinho, Bruno de água e o outo ale de cerveja. Cada um pagou 8 euros com sobremesa e saideira-um vinho licoroso. O dono do restaurante disse que não tem como sair de Golegã a não ser de carro ou ir à pé até Entroncamento e dali tomar o trem. Decido ficar mais um dia me Golegã para descansar.
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| Albergue de Golegã fica dentro de uma propriedade esse é o alojamento. A entrada é por um casarão colonial. |






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