The only real voyage of discovery consists not in seeking new landscapes, but in having new eyes. Marcel Proust


terça-feira, 30 de setembro de 2014

Caminho Português: Santarém-Golegã

Portal de saída de Santarém
Dormi super bem, pois estava acabada de cansaço. Como tem clareado o dia mais tarde, sai às 7:30. Fui seguindo as setas até uma trilha no meio do mato que desce até a estação de trem. Atravessa-se os trilhos e vai-se para a direita em direção à Vale da Figueira por asfalto. Não vi as flechas e fiquei em dúvida, mas segui pelo asfalto e logo avistei flechas. Paro para tomar um café e comer. Logo chega a alemã que estava caminhando com Bruno. Logo ele também passa e a alemão o chama. Bruno me e
empresta um gel e faz massagem na minha perna direita. Eles seguem e eu fico. Os cafés em Portugal são fraquentados por senhoras e senhores aposentados. Acho que sem eles muitos não sobreviveriam. Há uma mesa de senhoras e uma delas observa. "Eles vão e ela vai ficar sozinha."

Achei fofa a preocupação delas. Mas nós não estávamos juntos e nem tínhamos o compromisso de um esperar o outro. Eu, de fato, não conseguiria acompanhá-los. Sigo no meu ritmo lento. Descansando sempre que possível. Parece que as horas não passam e quando me dou conta vejo que o relógio tinha parado. Olho no smart, já eram 15:30. Estou chegando em Azinhaga- terra do José Saramago. Tem uma estátua-banco na beira da estrada. Dali são mais 10 Km por asfalto sem acostamento, torreando com carros na contra mão e com os imensos caminhões que precisam desviar de mim. Eu me arrastando. Já com bolhas no calcanhar.

Entrada da cidade parece que já chegou mas não se engane.
Chego na cidade já escurecendo. novamente preciso contar com alguém que me ajude a achar o albergue de Golegã. Lá, já estavam Bruno e os ales, de banho tomado, como se tivessem dado um passeio de alguns minutos. Bruno tinha ido ao mercado e na farmácia. Estou com dores e mancando, mas ainda tenho que tomar banho e lavar roupa, depois cuidar das bolhas e dos pés. A ale quer sair para jantar e vamos num restaurante perto do albergue. Chama-se Adega. Tinha costeleta de porco, coelho e peixe com migas (purê de pão com pimentão). Cada um escolheu um prato. Eu e a ale fomos de vinho, Bruno de água e o outo ale de cerveja. Cada um pagou 8 euros com sobremesa e saideira-um vinho licoroso. O dono do restaurante disse que não tem como sair de Golegã a não ser de carro ou ir à pé até Entroncamento e dali tomar o trem. Decido ficar mais um dia me Golegã para descansar.

Albergue de Golegã fica dentro de uma propriedade esse é o alojamento.
A entrada é por um casarão colonial.
Passando pela cidade de José Saramago

Vinhedos acompanham o caminho.

Canais acompanham também.

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