The only real voyage of discovery consists not in seeking new landscapes, but in having new eyes. Marcel Proust


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Caminho Português: Azambuja-Santarém

Santa Casa tem alojamento e acolhe peregrinos. É uma Escola.
Tinha que sair cedo pois no meu ritmo eu levaria mais tempo para cumprir os 30 Km que me aguardavam de estrada. O português que chagou no domingo ficou e eu sai às 6:30, Fui até a estação de trem. A indicação era para atravessar os trilhos pela passarela e seguir do outro lado. Ora por estrada de chão, ora por asfalto. Muito barro devido a chuva do dia anterior. Diques longos. Plantações de milho, vinhedos sem uvas pois já foram colhidas. Embora em alguns lugares tenham ficado alguns grãos pequenos e sem sabor. Não são uvas para comer. São para suco ou vinho. Não lembro de ver uvas para consumo como fruta a venda. Por toda a estrada o que mais incomoda é o vai e vem incessante de enormes caminhões- monstros mesmo, de tão grandes, as cabines e os pneus parecem de trator, eles levam a produção para a indústria: tomate, milho, pimentão, abóbora. É o que se encontra nessa época pela estrada. O que mais me deixa acabada é o calor e o asfalto. Mancando me arrasto para chegar à Santarém. Encontrei por duas vezes Bruno, o português, e mais dois alemães que se juntaram a ele. Nos últimos quilômetros de acesso à cidade há uma imensa subida. Já não tenho mais água e são quase seis horas da tarde. Por sorte há uma fonte no início da subida. Finda a subida entro na rua principal e vou seguindo as flechas amarelas. Não vejo a Santa Casa à esquerda no Largo Cândido dos Reis. 

Pergunto a um guarda que me aponta o largo, mas mesmo assim não vejo o imenso prédio na frente do meu nariz e vou para a direção oposta. Pergunto novamente e um rapaz me leva até a porta da secretária da Santa Casa. Preencho a ficha de entrada. A senhora que me recebe me leva até a área dos dormitórios. Outra moça carimba minha credencial e coleta os 5 euros do pernoite. Não vem quase ninguém nesse local de pernoite. Imagino que deva ser porque não tem wifi. Todavia para mim não faz diferença. Tomei banho, lavei roupas e fiz uma sopa com pão que trouxe de Azambuja. não tive ânimo para perambular em busca de um mercado. Já tinha andado demasiado por hoje. O portão lateral tem uma guarita e pode-se sair, mas ele fecha às 23:00. Abre às 6:30. Fui dormir. as camas tem lençol e sobre-lençol de modo que não usei o saco de dormir até agora.

Plantação de milho.
Plantação de tomate.



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