The only real voyage of discovery consists not in seeking new landscapes, but in having new eyes. Marcel Proust


terça-feira, 23 de setembro de 2014

Do Rio à Lisboa

O dia começou indo do Aeroporto Santos Dumont de ônibus até ao Aerop. Tom Jobim, que ainda chamam de Galeão e eu também sigo chamando assim. Nem sei porque mudaram. Não pegou o seu Tom Jobim. 12,00 Bus 2145, 1:30 min. até o Galeão.

Longa espera. Apesar de comprar o bilhete com a Iberia fiz check in na British Airline. Apenas com bagagem de mão furei a longa fila e fui para no drop up que é para quem não tem bagagem ou fez check in eletrónico. Não fiz check in antecipado pois a BA cobra 30 euros por trecho. Deram-me janela, mas pedi corredor. Voo lotado. Serviço excelente. Boa comida, bom vinho. Experimentei o tinto e o branco. Um Tempranillo e um Voignier (branco). O branco estava muito ácido, mas o tinto estava bom.

Conexão em Londres Heathrow. Chega-se no Terminal 5, segue-se a linha lilás, conexão internacional, descer as escadas para tomar um ônibus e ir ao terminal 3. Ai tem que mostrar o passaporte e o bilhete, passar pela inspeção de bagagem. Sempre tive um pouco de medo do 
Heathrow, mas esqueci-me de tirar um magneto de tratamento e tive que passar no raio-x. Tudo ok,

Depois pega-se um transfer, tipo um vagão de metro, para ir ao terminal de embarque. 
Comi um sanduba delicioso em uma loja de produtos orgânicos. Esperei o número do portão aparecer. Portão 9.

Então entramos e o avião não saiu. Havia algum problema e ali ficamos ouvindo o comandante a pedir mais 10-15-20 minutos de paciência. Sentei na janela com um casal do Canadá. Só nos olhávamos e riamos a cada intervenção do comandante. Por duas horas. Saímos de Londres quando já deveríamos estar em Lisboa.

Chegamos à Lisboa às 20:30. Passar pelo chantagem de passaporte. Fui na fila dos falantes de português estava mais rápida. Sai do aeroporto e desci para o metro. Comprei o cartão e mais duas viagens na máquina que não tinha cartão. Alguém me ajudou. Tomei o metro linha vermelha sentido São Sebastião. Até a Pousada da Juventude são apenas duas estações- Sai na Moscavide. Ai perguntei onde era a Rua do Moscavide me enviaram para a Av. de Moscavide e a cada um que perguntava se a Av. e Rua era a mesma me diziam que sim. Então dei uma volta imensa até que perguntando a várias pessoas chego à Pousada da Juventude. Um motorista de ônibus, um dono de bar e um corredor de jogging ajudaram-me a chagar exausta à cama. Digo, ainda tinha que tomar banho e depois dormir. Bem depois que um bando de adolescentes franceses gastasse a pilha.




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