Primeiro era só o manesinho pescador e a rendeira. Veio o turista e com ele as invasões. Paulistas,cariocas, hippies. Depois gaúchos e argentinos deslumbrados. Os pescadores e rendeiras não deixaram herdeiros. Ou renderam-se ao turismo de temporada. Alugaram casas e barcos. Paulistas e cariocas casaram com europeus e foram vendendo seus negócios para gaúchos e argentinos. Cada loja, super, hotel, hostel, resto, enfim tem algum argentino ou gaúcho. Donos e funcionários. Já sabemos para onde los hermanos correram da crise Argentina. Não é só na Lagoa da Conceição. Estão por toda a Ilha. Gaúchos e argentinos as vezes são chulos ( pouco pacientes) ou dão a impressão de ser. São mais falantes e gostam de se queixar ou reclamar. Senti um ar diferente em Floripa dessa vez. Algo me incomodou. Não deve ser essa invasão, pois invasões sempre houveram. A cidade é cosmopolita e está sempre mudando de pele, de cor, de cheiro, de jeito, de sotaques. Uns vem, outros vão embora. Uns ficam, outras querem ficar, mas não podem.

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