A Lagoa da Conceição vive dias de incógnita. Suas margens são suas. Deixaram que fossem tomadas e agora querem tomá-las de volta. Quem deveria vigiar suas margens,o poder público, fez vistas grossas. Assumirá o prejuízo de quem ali se instalou na boa ou má fé?
O que importa a quem caminha por sua margem ou lhe atravessa, para comer camarão lá onde as pernas não alcançam e precisa-se de barco, é que impere a calma acolhedora. Já lhe fizeram tantos estragos abrindo canais, misturando o doce com a salgado, deitando esgoto, que até os parcos peixes que ali se encontram ficariam pasmos se fora d´água houvesse alguma revolução. Não haverá porque os interesses são muitos e o lucro sempre vence.
Enquanto isso sigo suas margens. Observo com olhos que mudaram desde que nos vimos pela última vez.
O que mudou. Muitas placas de Vende-se. Seria precipitação? O fato é que tem muita casa quase dentro da Lagoa, (um privilégio invejado), que teme ir abaixo.




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