A cidade do Rio de Janeiro instituiu recentemente o recurso da multa para quem jogar lixo nas ruas. Manaus deveria fazer o mesmo. Muitas outras cidades idem.
Só lamento que tenha que ser pelo caminho da multa. Nunca me disseram que lixo se joga no lixo. Desde que me conheço por gente nunca ouvi alguém da minha família rogar-se a tal ensinamento. Todavia aprendi por mim mesma. Método empírico. Você vê uma lixeira e a usa. Não vê uma lixeira, então guarda o lixo em algum lugar para jogá-lo no lixo.
Outro dia eu vinha comendo um picolé pela rua. Vi uma lixeira e joguei o papel, mas depois lembrei: esse papel irá para o lixo comum e em casa separamos o lixo orgânico do reciclável, então catei o papel e levei-o para casa.
Chapecó adotou recentemente um novo sistema de coleta de lixo.
A maioria das ruas já tem lixeiras fechadas para lixo orgânico e para lixo reciclável. Isso evita aquele acumulo de lixo na calçada e animais revirando o lixo. Há também lixeiras menores nas ruas com uma cesta para lixo orgânico e uma para lixo reciclável.
Todavia, como acontece em qualquer lugar, seja aqui ou em Nova Iorque, a pessoa parece que não sabe ler ou não está nem ai. Simplesmente põe o lixo em qualquer lixeira sem fazer a distinção.
No fim fica um trabalho só de fachada por que o lixo não será separado por quem recolhe. Será apenas recolhido.
Fico imaginando se precisaria agora ter um fiscal em cada lixeira para mostrar aos usuários o que é lixo orgânico e o que é lixo reciclável.
A prefeitura gasta em publicidade à toa, então só sobra o recurso da multa. Ou talvez tenham que ir de casa em casa explicar para os analfabetos do lixo que o mesmo deve ser separado.
Onde estamos falhando? Se eu tivesse filhos lhes mostraria desde que começassem entender, o caminho das pedras. E mostraria a eles com o exemplo. No meu trabalho canso de ver crianças jogando papel e plástico no chão. São esses indivíduos que irão perpetuar a cultura do lixo no chão.

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