Tava com receio de começar o karatê. Uma sensação de que iria pagar mico por que não sou boa de coordenação e demoro um pouco pra pegar os movimentos, mas sou boa pra imitar, copiar e colar. Então é só olhar pro sensei ou pros faixa pretas e imitá-los.
Depois de começar me perguntei:"Por que não fui antes?"
Na minha turma só tem homens. Sensei pega pesado no treinamento, mas consegui acompanhar até onde ele deixou.
Sensei ficou admirado com minha flexibilidade. Não me deixou fazer 80 abdominais, nem as flexões. Com razão, fica-se dolorido depois. Mas eu consigo acompanhar. Consigo sim :-)
Ele me perguntou por duas vezes se já tinha feito karatê antes. Disse que nunca.
Verdade é que até ir na primeira aula treinei uns movimentos básicos e pra minha sorte ele pediu alguns dos que treinei. Vou continuar treinando.
O karatê sendo uma arte adaptada pelos japoneses a partir do kung fu acompanha a filosofia de sua origem. Muitos confundem o estilo japonês com perfeição. Repetir, repetir até chegar, não a perfeição, mas a precisão. Eles tem que desenvolver essa habilidade desde cedo para aprender a escrever. Não há como aprender os caracteres da escrita japonesa sem treinar, repetindo-os até que se memorize a sua forma.
Se não aprender karatê pelo menos os números, até dez, em japonês vou aprender. E vou me divertir, repetir, movimentar e viver.
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