The only real voyage of discovery consists not in seeking new landscapes, but in having new eyes. Marcel Proust


quarta-feira, 18 de janeiro de 2006

Presente que Ri ou Chora

Resultado de imagem para o gato que riHoje não caminhei muito. Fui ao Consulado de metrô e ônibus e voltei de ônibus (2h30min!) Longe pra caramba.
Almocei no Restaurante " Gato que Ri".
Comemorei meu niver com um Penne e funghi. Nada que dê para chamar de especial.
Como diria meu pai: "Eu faria melhor!" Ma, va bene. Entendo que esses restaurantes "caros", só o são, nem tanto pelo que oferecem, mas para selecionar a clientela. Acho que na sessão dos carnívoros haveria opções melhores, mas pra mim sobrou pouco a escolher.
Depois fui comprar passagem para o Rio. Passei numa lojinha em Vergueiro para comprar incensos Eiko e Kobô que são os melhores para meditação porque são de resina, sem madeira.

Voltei para ver um Café no Edifício Copan. Fiquei decepcionada com o dito Café e fui para o Rei do Mate, na São Luiz, Galeria Metropolitano. Bebi um Mate com açaí e guaraná. Fui procurar uma livraria Italiana no Edifício Louvre. Não está mais lá. Então por hoje é só. 32 graus em Sampa. 1,6 litros de líquido bebidos, por enquanto

O melhor presente foi o visto para os States. Passei a manhã literalmente chorando.
O cara que analisou meu pedido queria por que queria recusá-lo. Insistia que eu poderia melhorar minha condição (casar, ter filhos, bens duráveis, profissão) e eu insistia que não queria nada disso, por opção. Mesmo podendo, não queria. Me perguntou se eu iria ser monja. Disse que só o tempo poderia dar essa resposta. Quando ele carimbou na última página "recusado" desabei a chorar. Disse que ele estava fechando uma porta para mim em relação ao mosteiro e ele então foi para dentro. Olhou de novo para o passaporte e voltou: "Não vou fechar a porta pra vc.!" Ai e que não parei mais de chorar.

Quanta ingenuidade Batman! Como alguém vai pedir um visto com um comprovante de renda de 3 salários? Se eu tivesse pensando antes não teria ido. Se não tivesse tentado não saberia o resultado.

Às vezes é melhor não pensar e foi guiada por esse princípio zen: "Apenas vá, não pense", que fui. Em um determinado momento parecia que o tempo parou e que só havia aquele momento. Foi uma sensação estranha. Como se eu e aquele agente tivéssemos entrado em sintonia. Acho que foi isso que fez com que ele mudasse de ideia e confiasse em mim.

Nenhum comentário: