The only real voyage of discovery consists not in seeking new landscapes, but in having new eyes. Marcel Proust


quinta-feira, 19 de janeiro de 2006

Descendo para Santos

Não consegui dormir antes das duas da manhã. Só agora é que me caiu a ficha. Foi o chá mate com açai e guaraná que tomei ontem. Fiquei super ligada. Meu cérebro estava a mil. Agora estou exausta e com sono, mas ainda disposta a ir à Santos.

Fui de metrô até a Estação de Jabaquara para pegar o ônibus. O dia está nublado. Talvez chova. Não choveu nenhum dia está semana.

Agora entendo porque os paulistanos se evadem para o litoral. Só a descida da estrada de Santos, a Serra (Lembra daquela música do Roberto), já vale à pena. O visual é incrível. Mata Atlântica em regeneração, bem preservada. De carro dá para apreciar melhor e tirar fotos.

Chegando à Santos na Rodô peguei um mapa do Centro e algumas informações.
Primeiro fui visitar o Museu Brasileiro do Café .

Sem comentários, porque museus são museus e se vc. já foi a algum sabe como é.
Para quem gosta de café, a cidade é um arquivo histórico sobre o assunto. O porto, a estrada de ferro, as estradas de acesso, o comércio, as construções, tudo veio do comércio do café. O café naquela época era "ouro negro". É um tema para outros posts.


Não tomei café no Café do Museu, mas neste, que tem o meu café predileto. Segafredo Zanetti. Vendido como autêntico café italiano, mas na verdade é produzido no Brasil, expotado para a Itália e importado para o Brasil como café italiano. Deve ser porque os italianos tem fama de fazerem o melhor expresso do mundo.

Andei do bonde que sai da Praça Mauá e percorre alguns pontos do centro histórico. Quanto? 0,50 centavos! Comprei um imã do bonde que estava mais caro que o passeio: 1,00!

Depois fui andar pela cidade. Achei um livro que sempre quis ler e nunca li. "A Fazenda Africana", Isak Denisen, ou Karen Blixen. O mesmo livro cujo texto foi adaptado par ao filme Out of Africa (Entre dois Amores).

Num bazar, achei um LP duplo dos Beatles.

E ai, voltei, já satisfeita com os achados e querendo descansar para a noite.

Foi só chegar no albergue que caiu aquela chuva. Dormi um pouco, descansei para ir ver o Fantasma da Ópera. Quando chegar em casa escrevo minhas impressões. Foram quase três horas e na saída começou a chover. Tive que pegar um bus até a Estação da Sé e correr para pegar o Metrô a tempo. Fecha à meia noite.

Banho e cama, porque estou exausta.

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