O hostel me pareceu descuidado em muitos aspectos.O staff parece demasiado para um lugar pequeno. Dá a impressão que só eles moram lá. E de fato moram. Mas a rotatividade é grande.
A limpeza deixa a desejar. Sem falar no aspecto de abandono que os cômodos tem. Parece que falta o olho do dono da casa. Ou algo que não detectei. Embora a localização seja conveniente para quem goste de balada e bares. A Lapa e o point dos bares e batucadas, mas isso também traz outro inconveniente, o barulho é constante. Dia e noite. É o lugar do barulho. Não é um lugar para quem pretenda descansar depois de uma longa viagem, ou simplesmente dar-se ao luxo de dormir.
Não sei se há algum albergue onde se possa dar-se ao luxo de dormir. Mas, na Lapa ou em alguns pontos da Lapa, parece-me um luxo mesmo. No verão deve fazer um calor infernal. Já em setembro fazia calor. E os quartos operam com ventiladores e janelas abertas. Eu que não gosto de ar condicionado, prefiro janelas abertas. Todavia há mosquitos. Não há como contentar nenhuma das vaidades ou necessidades mínimas. Paga-se pouco no quarto, o mais barato 20,00 e no mais caro 45,00.
O café-da-manhã é modesto. Talvez nem precisasse, mas releva-se pois o pessoal ali é simpático e convive bem entre si. Apesar de todos os senões, já fiquei lá duas vezes. Não fui à balada, não dormi, fui picada por insetos, não dormi de calor e penso que poderia melhorar mais. Sem que isso agregasse custos enormes ao proprietário. Agregaria sim, boas recomendações e novos clientes.
Trocar-se aquelas capas de colchão brancas encardidas por outra cor mais escura, preto, marrom, verde oliva, ficaria bem melhor. No banheiro feminino, os chuveiros vertem alguns chuviscos de água. Há um temor que não se chegue ao fim do banho enxaguada. As portas do sanitário estão detonadas e nem fecham mais. São pequenos detalhes que a boa vontade resolveria num estalar de dedos.

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