Enrique Vila-Matas se destacou por reescrever livros famosos com outro enredo, mas imitando os personagens e situações do original. Para testar essa estratégia li Moveable Feast (Paris é uma Festa) de Ernest Hemingway e Paris no se Acaba Nunca de Vila-Matas.
Este livro de Vila-Matas agradou-me mais que Dublinesca. Não critico o artificio pois tudo recurso ficcional é válido. Acharia até interessante usá-lo uma vez, mas Vila-Matas pegou nessa bengala muitas vezes e parece não querer largar mais. Não sei se foi o que lhe trouxe visibilidade e sucesso, mas será que conseguirá escrever novamente sem amparar-se em personagens consagrados de autores de sucesso. Esse tipo de estratégia tem um nome que não lembro agora, mas está muito em moda no mercado editorial.
Paris é uma Festa não me agradou. Visto como uma auto biografia de Hemingway até que é interessante, mas não é o melhor livro do autor. Ainda vou ler mais títulos dele.
O livro de Villa-Matas parece que também é biográfico já que o autor viveu em Paris nos anos 70 e conheceu algumas figuras famosas que circulavam por lá ou que viviam no exílio. Paris no se acaba nunca é o último capitulo de Paris é uma Festa.

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