Belchior
é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo
é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo
é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo
é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo
passarim no ninho
(tudo envelheceu)
cobra no buraco
(palavra morreu)
você que é muito vivo
me diga qual é o novo
me diga qual é o novo
me diga qual é o novo
novo
novo
novo
me diga qual é o novo
me diga qual é
me diga qual é o novo
me diga qual é
me diga qual é o novo
me diga qual é
Linda poesia do poeta Belchior.
Quando vejo mote e glosa na narrativa (num romance) não acho graça não. Reparei que Jorge Amado faz isso nos seus romances. Repete parágrafos e mais parágrafos com a mesma informação e depois de muito repetir acrescenta uma informação nova e ai repete tudo de novo e vai nesse rumo. Pra mim soa como "encher linguiça", enrolar na prosa. Assim qualquer um escreve pilhas de livros.
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