The only real voyage of discovery consists not in seeking new landscapes, but in having new eyes. Marcel Proust


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

50 Tons Mais Virgem

Cinquenta Tons de Cinza foi o livro mais citado no encontro de literatura do qual participei em São Paulo, seja como exemplo de livro fácil, de consumo, de passatempo, seja em ironias, gozações. Na sua maioria os que falam mal não passaram do título do livro. O título é bom, mas o resto não tenho ideia ou tenho uma vaga ideia de ter ouvido ser de temática pornô. Tema que não me interessa. Afinal em tempos de fornicação virtual ler algo com teor ou viés de excitação sexual não faz sentido. Pra mim nunca fez mesmo antes disso. Se alguém prescinde do outro para ter prazer sexual não é nada mais que escravo ou escravizador.

Pelo que li tem aspectos de sado masoquismo. Quem viu Nove Semanas e Meia de Amor talvez ache sem graça. Pode ter algo em comum com menos tons de cinza.  Pois o sádico tem prazer não no sexo mas no causar dor e sofrimento. Algo mil tons doentio. Quem entra nesse labirinto encontrará saída?

Garotas vendem a virgindade em troca de algum bem material ou dinheiro. Isso é mais real do que nos parece. Acabamos de ver uma garota brasileira que leiloou sua virgindade. Virgindade é um mercado lucrativo. Há muito tempo as meninas da Tailândia são levadas dos campos de arroz para prostíbulos na cidade grande onde são vendidas a senhores do ocidente.

O livro é uma trilogia e já está nas bancas de qualquer esquina. Descartado nos sebos por aqueles ou aquelas que não passaram da página 100.

 Dizem que é mal escrito. Também disseram o mesmo de Harry Potter, mas não sei. Não poderei dizer, apesar de tanto apelo. Passarei os olhos em algumas páginas antes que ou logo que alguém faça uma versão Cinquenta Tons de Rosa.

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