Muitos de nós, senão todos tivemos o primeiro contato com livros através de contos de fada ou historinhas para crianças. Muitas dessas histórias são largamente conhecidas através de suas adaptações para nosso idioma pátrio, mas pouco conhecidas no seu texto integral/original.
Se fossemos ler Cinderela em seu texto integral acharíamos que Cinderela está mais para uma história de horror/terror do que para um conto de fadas. Pois os absurdos que se fez para acender a monarquia foram cortados do texto original.
Eu por mim prefiro ler no original, sempre que o idioma me permita essa leitura, ainda que tenha que traduzir muito mais do que entendo. às vezes prefiro ler uma tradução ao inglês ou espanhol. Duvido de traduções feitas por escritores. Clarice Lispector viveu muitos anos fora do Brasil e é relatada por recente biografo como péssima tradutora ao inglês. Há muita má tradução por ai. Talvez hoje haja mais critério, mas no passado da nossa língua portuguesa-brasileira há que se desconfiar.
Mas não era sobre isso que eu queria falar e sim que logo irei ler Moby-Dick. Alguém me viu com o livro e disse: "Mas, vc. já não leu esse livro." Sim, por certo, algum livrinho com ilustrações. Mas de poucas páginas, com desenhos, para mais de 500 páginas deve haver alguma diferença. A história é conhecida: A luta entre o homem e a natureza. O capitão e a baleia. O que me fez lembrar de O Velho e o Mar. Quem copiou quem? O mesmo tema. O mesmo embate.
Não digo que as adaptações sejam imviáveis. Elas servem para divulgar a obra. Talvez poucas pessoas leriam as mais de 500 páginas de Moby-Dick e a história não seria tão conhecida como é. Então cada coisa tem sua função e eu entendo isso muito bem.
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