The only real voyage of discovery consists not in seeking new landscapes, but in having new eyes. Marcel Proust


terça-feira, 19 de junho de 2007

Retrô à Toa


Milhares de coisas boas acontecem o tempo todo e quase todas ou passam desapercebidas ou são ignoradas por pensamentos de inferioridade, superioridade, preconceitos e milhões de padrões que nem sabemos que somos nós que carregamos conosco há muito tempo porque temos o hábito de pôr a culpa nos outros mas os outros também tem que carregar seus padrões e nem eles nem nós temos culpa.


Ao longo dos anos aprendi a abandonar a culpa. Ela só beneficia às instituições que se valem dela para ganhar alguma coisa. Se vc. matar uma barata e depois se sentir culpado que benefício isso lhe trará? A barata está morta e vc. não pode traze-la de volta. Portanto a culpa não redime ninguém, mas sim a consciência do antes do fazer, do antes agir, do pensar. Só assim seria possível salvar a tal barata.

Eu quase não tenho nada para dizer sobre esse ano. Mesmo que ele tivesse sido péssimo, trágico, doentia ainda assim se eu o vivi com a mente saudável, foi maravilhoso. O plus a mais dependia da minha vontade, da minha libertação da preguiça. Donde se concluí, que só não tenho o que não quis ter. Não quis por que não quis ou porque não me dediquei a buscar.

As pessoas querem tantas coisas e com uma urgência assustadora. Querem ser amadas, querem atenção de criança, paparicos, agrados, presentes, querem carro novo, casa, viagem de férias. Coisas normais, mas tudo ao mesmo tempo nem com super poderes.
Eu quero as coisas na medida certa e não me importo quanto tempo demorar.

Este ano fiz quase tudo que me propus a fazer. Sem pressa,sem estresse, sem me endividar, sem pedir empréstimo no banco. As coisas andaram no meu passo.

O que eu posso desejar é que as pessoas prestem mais atenção a si mesmas. Em suas reações, em suas ações, atitudes, pensamentos. Que façam o melhor que puderem e estiver ao seu alcance.

Que aprendam a olhar uns para os outros como iguais seres humanos e não como rivais em uma guerra onde quem pode mais se dá melhor. No final todos estaremos disputando coisas mais vitais que aparência. Estaremos disputando um gole de água, um banho, um lugar respirável.

Então seria mais útil e proveitoso se preocupar mais com o tamanho do papel que usamos toda vez que vamos ao banheiro e de quantas descargas damos do sanitário, de quantos minutos ficamos viajando no chuveiro, de quantas vezes usamos o carro quando poderíamos ir andando,de todo o lixo que jogamos na natureza e que poderia ser destinado à reciclagem, quem sabe providenciar uma sacola de pano para ir ao supermercado ao invés de trazer 10 sacolas de plástico para casa. Enfim de todas as ações que minimizam o impacto sobre o meio. Depende muito mais de nós do que do Governo até porque nós somos a nossa Nação o Universo todo e sem o nosso investimento nada sobreviverá.

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