Amanheceu chovendo forte. Fui ficando sem coragem de sair. Depois de tomar tanta chuva fica-se com medo de mais chuva na cabeça, no corpo e de ficar doente e não poder terminar o caminho. Fui ficando. Andei de um lado para outro até que não teve jeito, fui até a loja e comprei a roupa de motoqueiro 30,00. Depois peguei a estrada saindo da cidade e logo cheguei à rodovia para entrar à direita na estrada barrenta que dificultava mais ainda caminhar porque aumentava o peso do passo cheio de lama. Logo me arrependi da roupa que protegia da chuva mas era intranspirável, ou seja, a chuva não entrava, mas o suor acabava por molhar mais ainda que se tivesse pegado chuva. A emenda saiu pior que o soneto. O tênis não é impermeável e fica encharcado a cada chuvarada. Antes tivesse comprado um guarda-chuva, acho que seria de melhor uso.
Sai de Paraisópolis às 10:45 e cheguei me arrastando na Pousada Nossa Senhora das Candeias. Com dores e cansada. Mal conseguia subir a escadaria. Lá já estavam os pernambucanos de banho tomado e serelepes. Fiquei num quarto com banheiro e depois de tomar banho, um anti-térmico, cai, com febre, na cama.
Levantei para lavar o tênis e as meias e deixa-los secando atrás da geladeira pois continuava a chover.
Jantamos na pousada. Foi a primeira vez que comi verduras nesse caminho.
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