A arte não consegue mais ser estática.
A arte estática não seduz mais.
Olhares treinados para rápidos movimentos, mudanças de tela,
flashes: a arte da imagem.
Foi essa arte que viu-se na 25 Bienal de São Paulo.
Muita fotografia, vídeo instalações. Instalações que só seus criadores entendem.
Mesmo os poucos “quadros” mais pareciam página de publicidade. Tudo muito clean,
como deve ser uma foto.
Se alguém surpreendido perguntasse: Onde estão os pintores?
Alguém menos surpreendido diria:
- Estão designers, storyborders, ilustradores, cenógrafos, fotógrafos, decoradores...
Estão aproveitando a diversidade do mercado, afinal viver de “arte” ainda é difícil.
Nos acostumamos, pois é esta arte que veremos, é essa a arte moderna que faz parte
do nosso cotidiano. Essa arte descartável, impermanente, que não pode ser guardada
por mais que alguns segundos, minutos muito menos perpetuada. Tudo deve ser rapidamente descartado.
A próxima Bienal deveria ser mais circense e outdoor. Deveria ser um grande festival
interativo alla Cirque du Soleil.
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